Minha história com essa tal Felicidade…

O que é felicidade?

Não é de hoje que a “Felicidade“ cruza o meu caminho. Vamos aos fatos. Em 2008 trabalhava em um jornal e tinha que produzir um caderno sobre Bem-Estar e Qualidade de Vida. Foi quando descobri algo chamado Felicidade Interna Bruta – FIB, um novo índice de gestão pública criado por um pequeno país dos Himalaias, o Butão, que percebeu que o PIB já não era mais aquilo tudo. Achei incrível e virou matéria.  

Com a busca do autoconhecimento, em especial através da yoga e meditação, muitas vezes cruzei com o tema felicidade em retiros ou livros religiosos, espíritas, de autoajuda etc… Dez anos se passaram e fui fazer um retiro em que a pessoa que conduzia as atividades teve a experiência de morar no tal país da Felicidade Interna Bruta. Meus olhos brilharam ao ouvir ele falar. 

Em 2019, em meio a tantos trabalhos que fazia na área de comunicação, cruzei com uma professora que estava não apenas ministrando uma cadeira sobre Felicidade na universidade (UAU, pensei!), como também tinha desenvolvido um curso sobre o estudo da Felicidade com base em ciência, e ela oferecia uma certificação em FIB para organizações. Uau, pensei de novo! Mas não fazia o menor sentido com minha área de atuação, muito menos tinha espaço na minha louca agenda. 

Dando um pequeno, mas profundo salto de 180º na minha vida, em abril de 2022 completei a Certificação em Felicidade Interna Bruta, com a Professora Carla Furtado, do Instituto Feliciência, a quem sou muito grata pela profunda seriedade com que fala e faz a ciência da Felicidade. Sim, foi com ela que havia cruzado em 2019. 

E agora essa formação fez todo o sentido do mundo! Não só porque mudei o foco de atuação profissional, mas porque carrego uma bagagem pessoal e profissional que não tinha em nenhum desses momentos anteriores citados. A prova de que tudo tem seu tempo! 

Um universo se abriu à minha frente no qual estou mergulhando com muita alegria. Felicidade não é conversa rasa de livros de frases prontas. É construto da mais pura ciência e reúne conhecimentos da Filosofia, Psicologia Positiva, Neurociência e Economia.  

Da Filosofia, temos o início dessas reflexões, em especial com Aristóteles. Para ele, para alcançar a felicidade o ser humano precisa se pautar por ações virtuosas.  A Psicologia Positiva é a área que mais tem se debruçado sobre o assunto e, apesar de ser um bebê em termos de tempo de pesquisa científica – pois teve seu início em 1990, com o psicólogo Martin Seligman, nos EUA –, já nos apresenta toneladas de estudos, livros e teses, com pesquisadores dedicados nas maiores e mais importantes universidades do mundo. 

E aprendi que é impossível entender Felicidade sem olhar para a Neurociência, outra área recente e fascinante que vem desvendando o funcionamento de nosso cérebro e que entende a Felicidade como uma experiência neurofisiológica. Por fim, a Economia. Alguém tem dúvidas de que nossos modelos econômicos estão com os dias contatos? Que precisamos de um olhar mais sistêmico e de suficiência para nosso estilo de vida? A Economia da Felicidade é sobre isso e muito mais. 

Para não ficarmos sem uma definição de Felicidade, segundo a ciência, trago umas das mais aceitas pela comunidade acadêmica:

“Felicidade é a experiência de contentamento e bem-estar combinada à sensação de que a vida possui sentido e vale a pena.” (PdD de Stanford, Sonja Lyubomirsky)

Até aqui é só um panorama desse mundo da Felicidade, que começo a explorar e compartilhar aqui no Círculo.

Para quem gosta de indicações de leituras, teremos muitas. O que mais me encanta, no momento, são os livros da Psicologia Positiva, pois neles encontramos ciência de verdade com uma linguagem que não precisa ser PhD para entender, sem perder a profundidade. Isso porque essa é uma área que se dedica ao que dá certo no ser humano, às virtudes, aos bons sentimentos e emoções, ou, como melhor explica seu fundador: 

“A psicologia positiva tem três pilares: o primeiro é o estudo da emoção positiva; o segundo é o estudo dos traços positivos, principalmente forças e virtudes, mas também as ‘capacidades’, como a inteligência e a aptidão física; o terceiro é o estudo das instituições positivas, como a democracia, a família e a liberdade, que dão suporte às virtudes que, por sua vez, apoiam as emoções positivas.” (Felicidade Autêntica: Use a psicologia positiva para alcançar todo seu potencial – Martin E. P. Seligman)

No livro citado acima, Seligman conta toda sua trajetória ao desenvolver essa nova e incrível área da psicologia. E seu recado é claro para quem pensa que essa é uma área de baixa complexidade, veja: “A crença de que existem maneiras rápidas de alcançar felicidade, alegria, entusiasmo, conforto e euforia, em vez de conquistar esses sentimentos pelo exercício de forças e virtudes pessoais, cria legiões de pessoas que, em meio a grandes riquezas, definham espiritualmente.”. 

No próximo texto seguiremos essa trilha…

Até mais!
Grazi Gotardo

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