Terapias Integrativas: Constelação Familiar

A necessidade de pertencer ao grupo ou clã.

A necessidade de pertencer ao grupo ou clã.

Todos nós possuímos características e cargas emocionais que nem sempre sabemos ou compreendemos a sua origem. Muitas vezes, esses sentimentos vêm de nossos sistemas familiares e é isso que a Constelação Familiar estuda.

Método psicoterapêutico que estuda os padrões de comportamento de grupos familiares através de suas gerações, a Constelação Familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, que foi padre e missionário na África por mais de 20 anos, onde trabalhou e observou as tribos zulus e seus comportamentos familiares.

Após este período, Hellinger dedicou-se a estudos sobre o comportamento e a psique humana. Estudou psicanálise, análise transacional, terapia primal, até que desenvolveu a técnica das Constelações, na década de 1970, nos Estados Unidos.

O método explica que há uma repetição de comportamentos, de acordo com gerações, mesmo que de uma maneira inconsciente. Para o criador da técnica, há uma “consciência de clã” em todos nós, que é norteada por “ordens do amor”.

São três os princípios norteadores:

  • A necessidade de pertencer ao grupo ou clã;
  • A necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos;
  • A necessidade de hierarquia dentro do grupo ou clã.

Constelação no Judiciário – No Brasil, a Constelação Familiar já é utilizada na resolução de processos judiciais nas questões do Direito de Família e vem se mostrando extremamente eficaz. Temas envolvendo a guarda, pensão alimentícia, alienação parental e até inventários estão sendo resolvidos com mais facilidade, poupando os envolvidos do desgaste que um processo judicial pode causar. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, mais de 16 estados e o Distrito Federal estão aplicando o método em processos na Vara de Família e em casos de violência doméstica.

Representação da vida

Uma sessão de Constelação Familiar pode ser feita de forma individual ou em grupo, sendo considerada mais profunda em grupo. O paciente ou constelado escolhe entre voluntários do grupo quem vai representá-lo e o seu problema. O constelador ou terapeuta orienta os “atores” a interpretar a história de acordo com o que sentem no momento. É como se fosse a teatralização das situações conhecidas e desconhecidas da vida do constelado, mas com uma diferença: Nada é combinado antes. O que se expressa através dos representantes são movimentos e gestos baseados nas informações assimiladas do “campo” de forma intuitiva.

O objetivo é que, ao assistir à representação da sua vida, a pessoa consiga identificar a causa do problema levado para a sessão e, com isso, superar ou resolver bloqueios, traumas e angústias.

Conforme a Associação Brasileira de Constelações Sistêmicas, o método, que chegou ao Brasil em 1977, pode ser associado às abordagens terapêuticas tradicionais e não tem a pretensão de substituí-las, mas somar e dar uma visão do sujeito dentro do sistema ao qual está inserido.

Além de ser oferecida mente pelo SUS no Brasil, a Constelação Familiar pode ser feita com profissionais Consteladores que fizeram o curso de formação oferecido por diversas instituições. Podem constelar pessoas de qualquer idade, até mesmo crianças, se o Constelador tiver esse preparo.


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