Fátima Balan: Arte Exoconsciente no IV Congresso

Despertar Cósmico

Ao entrar no Teatro do World Trade Center em São Paulo, os participantes do IV Congresso do Círculo foram recebidos no foyer do evento com uma exposição de arte Exoconsciente com telas da artista plástica Fátima Balan, feitas especialmente para o Congresso, com o tema: DESPERTAR CÓSMICO.

São naves, cosmos, portais, fractais de seres multidimensionais usando as técnicas com tinta acrílica sobre tela, giz de cera, lápis de cor para os desenhos. Fátima é uma artista de Curitiba (PR) e sua obra mostra que tudo está conectado, que somos parte de um TODO e a nossa visão pode ir além do campo físico e se expandir para mais adiante das fronteiras do racional.

Conheça um pouco mais sobre Fátima Balan e sua formação artística:

CÍRCULO – Como começou sua história com a arte?

Fátima – Comecei a pintar muito jovem orientada pelo meu pai, dedicando-me por muitos anos à pintura óleo sobre tela. Um dia, visitando uma exposição de pintura artística sobre porcelana, me apaixonei por essa Arte do Fogo. Com a técnica do “canetado”, traço a traço, fui me desenvolvendo e minha temática era representar as forças e a cultura do Egito Antigo, com seus desenhos chapados, sem perspectiva, trazendo sentido narrativo, integrando imagens e textos com a escrita hieroglífica. Participei de várias exposições individuais e coletivas.

Em 2012, retornei aos estudos acadêmicos e me formei em Designer de Interiores. Em 2018, deixei a profissão de lado, voltando a fazer o que mais amava: “a pintura”. De lá para cá venho amadurecendo e me entregando à arte de pintar, que me leva a momentos de conexão com o TODO sem questionamentos e sem que a minha razão interfira no processo de criação que surge de uma inspiração natural, despertando em mim sentimentos de expansão de consciência. É a minha cura interior, através dos traços e das cores. A arte cura e transforma. A arte é regeneradora.

CÍRCULO – Como é seu processo criativo?

Fátima – No processo criativo das minhas obras, sem que a minha razão interfira na criação, deixo fluir primeiro no papel com o giz de cera e vou dando acabamento com o lápis de cor, sobrepondo as cores num movimento livre, sem formas definitivas e espontâneas que, sutilmente e cheias de energias, me levam a diversos mundos.
Os desenhos são minha grande inspiração para pintar as telas. É um processo muito natural, vem pelo mental e pelo coração. A cada pintura a sensação é de que tudo é muito familiar e, por isso, elas se tornam naturais.

É um momento muito especial de entrega e confiança, maior que a minha compreensão. Cada percepção é única e a energia flui de forma livre e suave. Vou avançando com certa dificuldade, mas com firmeza e dedicação, com o compromisso e a consistência ao longo do tempo, intuitivamente compreendendo que existe um talento natural entre a conexão e a minha arte.

Veja aqui um pouco das obras expostas fisicamente no IV Congresso:

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