A sensação é de sempre ter algo que nos impede de voar…

por Juliana Rissardi

Uma prisão pode ser construída por nós mesmos, muitas vezes inconscientemente, e é alimentada pelas nossas próprias inseguranças, medos e traumas.

Nos sentimos presos em padrões de pensamentos negativos, auto-sabotagem e complexos de inferioridade. Nos julgamos com severidade, nos comparamos constantemente aos outros e nos sentimos incapazes de alcançar a felicidade e a realização. É um ciclo vicioso de autocrítica e ansiedade que nos impede de enxergar além das nossas limitações auto impostas.

Essa prisão se manifesta de diferentes formas em cada indivíduo, mas suas amarras são igualmente sufocantes. Para uns, a prisão mental se manifesta como a sensação de não ser bom o suficiente, de nunca ser capaz de alcançar os objetivos desejados. Para outros, ela se mostra como um constante estado de preocupação, medo e angústia, impedindo qualquer possibilidade de paz interior.

Chega uma hora que bate o cansaço de dizer ou seguir conselhos do tipo…. “eu vou melhorar, eu vou fazer diferente, olhe pra si mesmo, veja só! É só uma pedra, se desamarre e voe!” Mas não é tão simples assim!

Quando éramos apenas lagartas dizíamos… “quando eu tiver asas eu vou voar”, e quando temos asas, não largamos a lagarta e muito menos o casulo que nos transformou. No final das contas, todos almejam uma liberdade que não existe no externo, e sempre seremos o ratinho em busca de abocanhar o queijo, mas nunca o alcançaremos.

A questão nisso tudo, talvez seja se fazer as perguntas certas, e conviver com o fato de que a única certeza são as incertezas e de que talvez o que a gente busque não seja exatamente a palavra liberdade.


Juliana Rissadi (Bruxilds)

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