Reflexões de um defunto no cemitério

Por traz das cenas do documentário Quando Lembro de Chico

Reflexões rápidas sobre o vídeo Amigos de Chico | Reflexões em um cemitério, dos extras do documentário Quando Lembro de Chico – sobre a vida de Chico Xavier

Quando a gente concluiu a produção do documentário Quando lembro de Chico, foi um misto de alegria e agonia. Alegria por ver um trabalho colossal ficar pronto e lindão. Agonia porque tinha muita história boa que acabou ficando de fora do filme principal, por uma questão de edição. Esta semana, iniciamos uma verdadeira maratona no YouTube da Pozati Filmes para dar vazão a estes relatos que são tão ricos em informações, detalhes e lições colhidas a partir dos episódios da vida de Chico Xavier, narrados por alguns de seus amigos mais próximos.

O programa de hoje, por exemplo, me fez refletir muito sobre o que temos discutido recentemente em nossos estudos: o poder transformador da espiritualidade renovada, livre de dogmas e do peso do institucionalismo religioso. Espiritualidade que nasce da compreensão de que somos seres espirituais vivendo experiências materiais. Compreensão esta que se aproxima cada vez mais da ciência e se distancia cada vez mais do farisaísmo religioso.

A noção do continuum da vida, conforme nos lembra o “defunto” do vídeo acima, é um patrimônio filosófico de grandes proporções para a nossa existência. Se compreendemos que a história de vida humana se estende por muitas encarnações, entendemos melhor o Princípio Hermético de Causa e Efeito e percebemos que coisa alguma escapa do grande fluxo da justiça divina e do amor do Todo. Não há vitimas diante da misericórdia de Deus, que alcança profundamente a história de todas as criaturas, em todos o tempos e dimensões. Tudo que vivemos propõe evolução e melhoria continua de nós mesmos!

Compreender o continuum da vida nos faz perceber que a responsabilidade por tudo o que acontece em nossa vida está em nossas mãos e em nossa mente repousa o poder de escrever uma nova história a partir de hoje.

Abraço grande,

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati

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