

O Evangelho Metafísico não é apenas um estudo. É uma travessia de quarenta semanas que integra símbolo, psicologia, experiência e espiritualidade, propondo uma leitura do Evangelho de João que vai além da informação — uma leitura que atua como mapa interior, provocando transformação real na vida de quem o vive.
Este estudo nasce da fascinação pelo evangelho que os místicos, psicólogos e filósofos sempre apontaram como o mais profundo e enigmático. Não porque ele resolve questões teológicas, mas porque sua linguagem simbólica fala diretamente à nossa experiência interior — convidando cada aluno a se confrontar com os próprios mistérios, luzes e sombras.

O primeiro arco inaugura a jornada no ponto mais essencial: o nascimento da consciência. Partindo do Prólogo do Evangelho de João, exploramos o Logos como princípio organizador da vida interior e a entrada da luz no caos psíquico. Aqui surgem figuras fundamentais como João Batista, o precursor que prepara o caminho, as Bodas de Caná como símbolo da alquimia da consciência e o Templo Interior como espaço a ser purificado. Este arco estabelece a base do percurso: reconhecer a própria sombra, nomear o caos interno e criar condições para que algo novo possa emergir. Sem esse fundamento, nada do que vem depois se sustenta.

No segundo arco, a consciência recém-desperta começa a aprender a ler a realidade simbolicamente. Os sinais narrados por João deixam de ser milagres externos e passam a ser compreendidos como espelhos da psique. Nicodemos, a Samaritana, o Paralítico e a multiplicação dos pães revelam arquétipos de medo, integração, ruptura de modelos e abundância interior. Este arco aprofunda o diálogo entre o símbolo e a vida cotidiana, mostrando como o Evangelho opera na experiência concreta, curando distorções internas e ampliando a percepção. É aqui que o aluno começa a perceber que o texto fala diretamente de si.

O terceiro arco conduz o estudante ao núcleo mais delicado do percurso: o confronto com a própria profundidade. O “Eu Sou”, a dinâmica entre luz e trevas, o Bom Pastor e a ressurreição de Lázaro revelam os movimentos do Self, da sombra e da morte iniciática. Este é o arco da crise fecunda, onde antigas identificações precisam morrer para que uma consciência mais integrada possa surgir. Ele prepara o terreno para compreender que toda expansão verdadeira passa por ruptura, e que o símbolo só transforma quando atravessa o medo e a resistência do ego.

No último arco, a jornada se desloca da crise para a entrega e a integração. O Lava-Pés, o Discurso de Despedida, a Videira Verdadeira, o Julgamento e a Cruz são lidos como movimentos finais de interiorização, responsabilidade e passagem. Aqui, o Logos deixa de ser apenas compreendido e passa a ser vivido. A ressurreição não aparece como evento distante, mas como símbolo de uma consciência que atravessou a sombra e agora pode testemunhar a vida de forma mais ampla. Este arco fecha o ciclo e, ao mesmo tempo, o reabre: não como retorno ao início, mas como visão ampliada — a consciência que aprende a ver com outros olhos.


O estudo é conduzido por Juliano Pozati, filósofo e fundador do Círculo Escola Filosófica, com repertório em psicologia, símbolo e espiritualidade aplicada, e por uma equipe comprometida com a síntese entre introspecção profunda e vida prática.
Um estudo online com:
Para criar este estudo, estudamos algumas coisinhas bem legais. Se liga na bibliografia inicial…
(Sim, ela sempre aumenta com o decorrer das aulas…)
